4 motivos para implantar um sistema de almoxarifado na empresa

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Atualizado em 28/09/2026 por Edson Augusto Modesto: o post foi completado com os quatro motivos, as funções reais do sistema em cada um e a regra da NR-6 sobre registro eletrônico de entrega de EPI.

Vale implantar um sistema de almoxarifado quando a empresa não consegue responder, sem depender de uma pessoa ou de uma planilha, o que tem em estoque, onde está e quem retirou. Os quatro motivos que mais aparecem são: saber o que tem e onde está, parar de comprar o que já tem, controlar o equipamento que sai e precisa voltar, e ter prova de quem retirou cada item, inclusive EPI.

Trabalho no comercial da PopData e passo boa parte do dia conversando com quem vive o almoxarifado por dentro. Os três primeiros motivos abaixo são perguntas que escuto quase toda semana de empresas que decidem implantar um sistema. O quarto é o que costuma pesar quando a empresa precisa provar uma entrega. Em cada um, conto o que muda na rotina depois. Para mim, apresentar uma solução de tecnologia é isso: escutar, entender como cada processo funciona hoje e mostrar o que dá para resolver ali, naquela empresa.

Quando uma empresa precisa de sistema de almoxarifado?

Quase nunca é uma decisão de um dia. O almoxarifado cresce, a planilha fica maior e, em algum momento, alguns sinais começam a aparecer com frequência:

  • A mesma pergunta se repete toda semana: “onde está esse equipamento?”.
  • O saldo da planilha não bate com o que está na prateleira.
  • A empresa compra um item e depois descobre que ainda havia no estoque.
  • Um material importante acaba sem ninguém perceber a tempo.
  • Só uma pessoa sabe onde fica cada coisa. Quando ela sai de férias, o almoxarifado trava.
  • Ninguém sabe dizer quem retirou uma ferramenta, nem quando ela volta.

Se dois ou três desses sinais fazem parte da sua rotina, a planilha já chegou ao limite dela. Explico os motivos em detalhe no texto sobre por que planilhas falham no controle de almoxarifado e patrimônio.

O que um sistema de almoxarifado faz na prática?

À primeira vista, um software pode parecer algo difícil de entender e de operar. Não é bem assim. Um sistema de almoxarifado e patrimônio registra cada movimento do material, da chegada até a saída ou a devolução, e guarda o histórico de tudo. No PopData Almoxarifado e Patrimônio, a rotina fica dividida assim:

EtapaO que o sistema registra
EntradaManual, pela importação do XML da nota fiscal de compra ou por planilha CSV. Com o XML, fornecedor, produtos e quantidades entram de uma vez, com conferência antes de gravar.
SaídaManual, pelo checkout (uma tela no estilo caixa de supermercado, feita para a fila do começo do turno) ou a partir de uma solicitação feita pelo aplicativo.
EmpréstimoPara itens do tipo patrimônio: quem pegou, quem liberou, quando e para onde. O item emprestado não baixa do estoque.
ComprasCotação enviada para vários fornecedores de uma vez. O fornecedor responde por um link, sem precisar de login.
RelatóriosConsumo por destinação de uso (setor, obra, máquina), melhores e piores fornecedores, e dados disponíveis por API para quem quer montar relatório próprio ou integrar com o ERP.

Um ponto que costuma gerar dúvida é o vocabulário. Em apresentação, já expliquei muitas vezes que a nota de controle é o que outras pessoas chamam de romaneio. E muita empresa chama de requisição o que o sistema chama de solicitação. O nome muda, a necessidade é a mesma.

4 motivos para implantar um sistema de almoxarifado

1. Saber o que tem, onde está e quem retirou

É o motivo que mais escuto. A empresa sabe que tem o material, mas não sabe onde ele está nem quanto sobrou. O tempo gasto procurando um item é tempo em que a operação fica parada esperando.

No sistema, cada item tem a sua localização dentro de cada estoque. É o que muita gente chama de endereçamento: C4P2 quer dizer corredor 4, prateleira 2. Quem chega ao almoxarifado pela primeira vez encontra a peça sem precisar perguntar para ninguém. A consulta também mostra a foto do produto, o que ajuda quem não é do setor a pegar a peça certa.

Quando o saldo não bate, o fluxo do produto mostra todas as movimentações do item, da mais recente para a mais antiga, e dá para ver onde a diferença começou. Na saída, o relatório traz a foto de quem retirou.

O que muda: a pergunta “cadê?” deixa de depender da memória de alguém.

2. Parar de comprar o que já tem e de faltar o que importa

Uma pergunta que o setor de compras ouve com frequência é: “por que compramos de novo se ainda havia material?”. O outro lado do mesmo problema é o item que acaba sem aviso, justamente quando alguém precisa dele.

O sistema trabalha com dois limites, definidos por item e por estoque:

  • Ponto de pedido: o momento ideal para começar a reposição, planejando a compra antes de chegar a um nível crítico.
  • Estoque mínimo: o limite de atenção. Quando o saldo chega nele, a reposição vira prioridade.

Os itens que chegaram a esses limites aparecem na tela inicial, e a lista sai em PDF ou CSV, pronta para mandar ao setor de compras. Na hora de comprar, a cotação vai para vários fornecedores de uma vez. E o cadastro de cada item guarda o maior, o menor e o último valor pago, o que ajuda a perceber quando o preço subiu fora do normal.

O que muda: a compra passa a ser planejada, e não uma corrida para apagar incêndio.

3. Controlar o equipamento que sai e precisa voltar

“Quem está com esse patrimônio?” é outra pergunta que aparece em quase toda conversa. Ferramenta, equipamento e máquina não são consumidos: saem, são usados e precisam voltar.

Uma empresa de limpeza é um bom exemplo. Lavadora de piso, enceradeira, aspirador de pó e líquidos e máquina de lavar a pressão vão para o cliente com a equipe e podem passar semanas fora. Sem registro, ninguém sabe em qual contrato cada máquina está. Falo mais desse segmento no texto sobre controle do almoxarifado em empresas de limpeza.

No sistema, o equipamento cadastrado como patrimônio sai por empréstimo, e não por saída. Fica registrado quem pegou, quem liberou, quando e para onde, com prazo de devolução quando fizer sentido. O painel de empréstimos em atraso mostra, logo na tela inicial, quem não devolveu no prazo, com nome, data e equipamento. Também é possível bloquear um novo empréstimo para quem está com devolução atrasada.

Na devolução, a condição do item fica anotada: voltou perfeito, faltando peça ou danificado. E conserto e manutenção de cada equipamento ficam registrados nas ocorrências do item. Detalho esse processo no texto sobre controle de empréstimo de ferramentas no almoxarifado.

O que muda: cada equipamento tem um responsável com nome, e a cobrança da devolução deixa de ser no grito.

4. Ter prova de quem retirou cada item, inclusive EPI

Quando alguém diz que não recebeu um material, ou quando uma fiscalização pede o registro de entrega de EPI, a empresa precisa mostrar um documento. Em papel, a ficha some, rasga ou fica sem assinatura.

No PopData Almoxarifado e Patrimônio, a pessoa assina na retirada, por mesa digitalizadora, caneta, tela sensível ao toque ou mouse. Se a empresa quiser, o sistema também registra uma foto pela webcam, o que resolve o caso de quem não sabe assinar. O documento fica salvo em PDF, sem possibilidade de alteração pelo usuário, e depois de assinado não permite editar, incluir ou excluir produtos.

No caso do EPI, o item é marcado com o número do CA e a data de validade e passa a aparecer nas fichas e nos relatórios de EPI. A NR-6, norma do Ministério do Trabalho sobre EPI, permite registrar o fornecimento de EPI em sistema eletrônico (item 6.5.1, alínea “d”) e exige que esse sistema permita a extração de relatórios (item 6.5.1.1).

Além disso, o log do sistema registra qual usuário fez cada lançamento. Quando algo sai errado, dá para saber quem lançou e orientar a pessoa, em vez de procurar culpado.

O que muda: cada retirada tem um documento assinado, guardado no sistema e fácil de encontrar.

Implantar um sistema de almoxarifado é difícil?

Menos do que parece. O receio mais comum é ter que cadastrar tudo antes de começar a usar. No PopData Almoxarifado e Patrimônio, o cadastro do produto só exige descrição e unidade. Os outros campos entram conforme a necessidade.

  1. Carregar a base. Solicitantes, fornecedores, produtos e entradas podem ser importados por planilha CSV, com modelos para baixar.
  2. Organizar. Grupos e subgrupos (o que muitas empresas chamam de classe de material) e a localização de cada item.
  3. Receber pelo XML. Cada nota de compra importada cadastra fornecedor e produtos e lança a entrada de uma vez.
  4. Liberar o aplicativo. O funcionário pede material pelo celular, de onde estiver, e acompanha o status do pedido sem precisar ligar para o almoxarifado.

Minha sugestão é começar pelos itens que mais geram problema hoje, como o equipamento que mais some ou o material que mais falta, e ampliar a partir daí.

Se algum desses motivos pareceu com a rotina da sua empresa, vale conhecer o sistema com calma. Na página do PopData Almoxarifado e Patrimônio você vê as funções e o preço. Se preferir, chame a gente no WhatsApp e conte como o seu almoxarifado funciona hoje.