Checklist para avaliar um Sistema de Almoxarifado antes de contratar

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Escolher um sistema de almoxarifado é uma decisão estratégica. Mais do que substituir planilhas ou organizar prateleiras, a ferramenta certa impacta diretamente custos, produtividade, controle de estoque e confiabilidade das informações.

No entanto, muitas empresas ainda enfrentam frustrações após a implantação. Isso acontece porque, ao invés de facilitar a rotina, surgem sistemas engessados, de interfaces ultrapassadas e difíceis de usar, que não acompanham a rotina operacional ou acabam abandonados com o tempo.

Para evitar esse cenário, é essencial avaliar o software antes da escolha. Este artigo apresenta um checklist prático e técnico para ajudar sua empresa a analisar se um sistema de almoxarifado realmente atende às necessidades do dia a dia.

Por que avaliar com cuidado um Sistema de Almoxarifado?

Um sistema de almoxarifado mal escolhido não resolve problemas. Ao contrário, poderá criar novos. Quando a ferramenta não se encaixa na operação, surgem controles paralelos, retrabalho e perda de confiança nos dados.

Avaliar corretamente significa garantir que o sistema:

  • Seja utilizado de forma contínua pelas equipes
  • Gere informações confiáveis
  • Acompanhe o crescimento da empresa
  • Reduza falhas operacionais

Em resumo, a adoção de sistemas de gestão só gera resultados quando há alinhamento entre tecnologia, processos e pessoas. Caso contrário, a ferramenta tende a ser subutilizada ou abandonada.

Checklist essencial para avaliar um sistema de almoxarifado

A partir desse ponto, é importante analisar critérios objetivos. A seguir, veja os principais pontos que devem ser analisados antes de tomar qualquer decisão.

O sistema possui alertas automáticos?

Alertas automáticos são fundamentais para um sistema de almoxarifado eficiente. Eles evitam que o controle dependa exclusivamente da memória ou da atenção humana.

Verifique se o sistema oferece alertas para:

  • Estoque mínimo atingido
  • Necessidade de reposição
  • Itens vencidos ou próximos do vencimento
  • Atraso na devolução de materiais
  • Divergências de estoque

Caso contrário, o controle se torna reativo. Ou seja, o problema só aparece quando já virou prejuízo.

rastreabilidade dos materiais?

Empresas com mais de uma unidade, obra, filial ou centro de distribuição precisam de visibilidade total da movimentação de materiais.

Portanto, o sistema deve permitir:

  • Rastrear entradas, transferências, saídas, empréstimos e devoluções.

  • Saber onde cada item está localizado.

  • Identificar origem, destino e responsável pela movimentação.

  • Histórico completo de movimentações.

  • Controle por lotes, vencimentos, código serial ou códigos individuais.

Sem essa rastreabilidade, perdas e desvios se tornam difíceis de identificar e corrigir.

O sistema faz controle de patrimônio?

Além do consumo de materiais, é essencial controlar bens patrimoniais.

Nesse sentido, avalie se o sistema permite:

  • Cadastro de ativos e equipamentos.

  • Associação a centros de custos, obras, projetos, unidades ou destinações de uso.

  • Controle de empréstimos e devoluções.

  • Histórico de uso e movimentação do patrimônio.

Sem esse controle, equipamentos se perdem, depreciam sem gestão e geram custos invisíveis.

Existe inventário automático ou assistido?

Inventários manuais, como se sabe, são demorados, sujeitos a erros e muitas vezes adiados.

Por isso, vale verificar se o sistema oferece:

  • Inventário rotativo.

  • Conciliação automática entre físico e sistema.

  • Relatórios de divergências.

  • Redução do tempo de parada operacional.

Dessa forma, o inventário deixa de ser um evento traumático e passa a fazer parte da rotina.

 O sistema possui logs e permissões de acesso?

Além da operação, segurança e auditoria são critérios críticos, especialmente em ambientes industriais e corporativos.

Assim, o sistema deve contar com:

  • Controle de permissões por perfil de usuário.

  • Registro (logs) de todas as ações realizadas.

  • Histórico de alterações, inclusões e exclusões.

  • Rastreabilidade de quem fez cada movimentação.

Sem logs, não há auditoria. Da mesma forma, sem permissões, não existe controle real.

A interface é simples e intuitiva?

Não adianta um sistema tecnicamente robusto se ninguém consegue usá-lo com facilidade. Nesse sentido, uma interface simples é decisiva para a adesão das equipes.

Portanto, avalie se:

  • O uso é intuitivo, mesmo para quem não possui amplo domínio da informática.
  • As informações estão claras, organizadas e sem excesso de informações desnecessárias.
  • O cadastro e a movimentação são rápidos.
  • O sistema funciona no ritmo da operação.

Quanto mais simples a interface, maior a chance de uso correto e consistente no dia a dia.

Como avaliar fornecedores de sistema de almoxarifado

O sistema é importante, mas o fornecedor também. Por isso, avaliar quem está por trás da solução faz toda a diferença.

Entre os principais critérios, incluem-se:

  • Experiência no mercado.
  • Conhecimento de operações reais de almoxarifado.
  • Capacidade de adaptação à rotina do cliente.
  • Suporte técnico acessível.
  • Evolução contínua da solução.

Mais do que promessas, é essencial entender se o fornecedor compreende os desafios práticos da gestão de materiais.

Software de estoque x Sistema de Almoxarifado + Patrimônio

Um erro comum é optar por softwares de gestão de estoques genéricos, criados para “servir para tudo”. Embora pareçam versáteis, eles raramente atendem bem às particularidades do almoxarifado.

Em geral, um software genérico:

  • Exige muitas adaptações (principalmente nos termos utilizados e nos relatórios).
  • Gera processos paralelos (para suprir as rotinas não existentes no software e essenciais para o almoxarifado).
  • Não reflete a rotina operacional.
  • Aumenta a dependência de planilhas e controles paralelos.

Por outro lado, um Sistema de Almoxarifado + Patrimônio especializado:

  • Foi desenvolvido desde o início pensando na lógica de estoque e movimentações de empresas que não vendem produtos, mas necessitam gerir estoque de suprimentos, insumos, ferramentas, EPIs e patrimônios.
  • Facilita rastreabilidade dos materiais durante todo o fluxo (desde a compra até o consumo, saída ou descarte).
  • Reduz erros operacionais.
  • Acompanha o fluxo real de entradas, saídas, empréstimos, devoluções e transferências.

Na prática, a especialização faz diferença na prática, especialmente em ambientes com grande volume de materiais.

Erros comuns ao escolher um Sistema de Almoxarifado

Alguns erros se repetem em muitas empresas e, como consequência, comprometem o sucesso da implantação.

Entre os mais frequentes, estão:

  • Escolher porque foi a solução de menor preço.
  • Ignorar a experiência do usuário.
  • Não envolver quem opera o almoxarifado.
  • Apostar em soluções “complexas demais”.
  • Acreditar que planilhas evoluídas são suficientes.

Como resultado, esses erros costumam levar à desistência após pouco tempo de uso.

Como evitar soluções engessadas ou planilhas eternas

Planilhas funcionam no início. No entanto, elas não escalam. À medida que a empresa cresce, elas se tornam difíceis de manter, frágeis e pouco confiáveis.

Para evitar esse cenário, o sistema deve:

  • Permitir ajustes e personalizações sem grandes customizações.
  • Acompanhar mudanças de processo.
  • Centralizar informações.
  • Reduzir controles paralelos.
  • Evoluir junto com a operação.

Nesse contexto, flexibilidade e simplicidade são mais importantes do que excesso de funcionalidades.

Critérios técnicos que um bom Sistema de Almoxarifado deve cumprir

É possível destacar critérios técnicos que soluções maduras — como as desenvolvidas pela PopData — atendem naturalmente. Entre eles, destacam-se:

  • Registro completo de entradas, saídas, empréstimos, devoluções e transferências.
  • Histórico detalhado de movimentações.
  • Alertas automáticos configuráveis.
  • Interface simples e operacional.
  • Padronização de processos.
  • Rastreamento e confiabilidade dos dados.
  • Integração com outras plataformas através de API profissional.
  • Disponibilização gratuita de aplicativo móvel (para Android e iOS) para os solicitantes que utilizam os materiais do almoxarifado.

Dessa forma, o sistema deixa de ser apenas uma obrigação operacional e passa a ser uma ferramenta real de apoio à gestão.

Avaliar bem evita trocas futuras

Trocar de sistema custa tempo, dinheiro e energia. Por isso, avaliar corretamente desde o início é a melhor forma de garantir retorno sobre o investimento.

Concluindo, um sistema de almoxarifado bem escolhido organiza processos, reduz perdas, melhora a tomada de decisão e sustenta o crescimento da empresa de forma estruturada.

Escolher o sistema certo é o primeiro passo para um almoxarifado eficiente

Antes de contratar qualquer solução, vale a pena parar, analisar e comparar. Afinal, um bom sistema de almoxarifado não precisa ser complexo — ele precisa funcionar na prática.

Por fim, empresas que adotam critérios claros na escolha da tecnologia conseguem sair do controle manual, abandonar planilhas eternas e alcançar um nível mais alto de organização e eficiência operacional.

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